ANTONIO   SALAVERRY

 

VIÉS INVOLUTIVO

Imagens Digitais impressas com Pigmento Mineral em Papel de Algodão em tamanho 120 x 80 cm

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Programas e simuladores computacionais são ferramentas úteis para verificar o grau de responsabilidade na busca pela sustentabilidade socioambiental. Mas não é preciso uma simulação para antever que a exploração desenfreada do meio ambiente culminará tragicamente num ponto de não retorno.​

 

Com esse tema em mente, experimento intervir em fotografias da natureza brasileira, a partir da subversão do uso das ferramentas de retoque. Tenho controle apenas parcial desse processo, a estética que se desenvolve em conjunto com o algoritmo de correção é a de uma simulação virtual mal sucedida. Esses recursos digitais são pensados para corrigir imperfeições pontuais, mas se usados em larga escala operam com viés destrutivo.

 

A união de vestígios do mundo visível a traços algorítmicos erráticos expressa a limitação do progresso tecnológico frente a um ponto irreversível de desmatamento. Essa abordagem subjetiva questiona tanto a relação homem-ambiente quanto a relação homem-máquina, na medida que age como uma metáfora da construção de um futuro insustentável.